BIBLIOTECA DE VIAGENS

I.                   BIBLIOTECA DE VIAGENS.

Sobreda, 25 de Abril de 2016.

Muitos de nós não se dá conta mas a verdade é que passamos uma boa parte da nossa viagem a falar mentalmente connosco. Pelo menos isso acontece comigo e ao longo do dia. Por vezes dou comigo a estabelecer um diálogo mental com o meu Grilo Falante, qual consciência, a arrepender-me do que fiz ontem de errado e a sonhar o que de melhor poderei fazer amanhã. Isto sem descurar viver o presente o mais intenso e feliz possível. Pode parecer que estou doido mas o certo é que eu a maior parte das vezes faço as perguntas e dou as respostas a mim mesmo. Será que agi bem? Magoei as pessoas? Poderei fazer melhor? Estou feliz? Aqueles que amo estão felizes? Às vezes, a meio da minha viagem, olho em geral para o Mundo que me rodeia e mais especificamente para as pessoas á minha volta, e que dele fazem parte, e parece que todos partilham deste meu sentimento. Também acontece com vocês? Por vezes vou nos transportes públicos, no carro, ou até mesmo a pé e dou com os “distraídos” do Mundo. Perdidos nos seus pensamentos, nas suas emoções, nas suas paixões, nas suas realidades. Nos seus sonhos. Estão no outro lado do Mundo ou na “Lua” como é sui generis dizer-se. Estes pensamentos, ou diálogos com a nossa consciência, inspiram-nos para o que nós queremos, o que desejamos e aquilo que realmente nós podemos ter. Mexem com o nosso lado emocional, com as nossas emoções, tornando-nos mais felizes ou nem por isso. Uns e outros deixam-nos agarrados a outros Mundos, diferentes do nosso, mas que causam alterações comportamentais em nós e naqueles que connosco privam. Basta por vezes um cheiro, uma recordação, um gosto, um olhar e “pimba” “já está”. Umas vezes um toque até ou um som. Ou um livro. Sim, os livros têm esse efeito.

Foto nº 1447, tarde de 13 de Setembro de 2013, Hans Christian Andersen Statue, 74th Street near Fifth Ave, Central Park, Manhattan, New York, NY-USA.

Foto nº 1447, tarde de 13 de Setembro de 2013, Hans Christian Andersen Statue, 74th Street near Fifth Ave, Central Park, Manhattan, New York, NY-USA.

Pelo menos em mim. É verdade que existem livros maravilhosos no nosso Mundo. Mas também não é menos verdade que num livro também podem existir mundos fascinantes. Mas o que é um livro? Tecnicamente diz o dicionário Houaiss que um livro mais não é do que “uma colecção de folhas de papel, impressas ou não, cortadas, dobradas e reunidas em cadernos cujos dorsos são unidos por meio de cola, costura, etc., formando um volume que se recobre com capa resistente.” Mas e por dentro disto tudo? Os autores, obreiros da magia dos seus livros, são um dos grandes construtores de Mundos. Outros desses construtores somos nós: eu ou tu, amigo leitor. Os livros, para além de nos conferirem conhecimento e cultura, por vezes até nos aumentam o ego e fortalecem-nos a nossa auto-estima. Fazem-nos sentir, reflectir e agir. Certa vez um amigo viajante perguntou-me, com curiosidade inocente, qual o tipo de leitura que eu gostava de ler na minha viagem. Respondi: é mais fácil eu responder o que não gosto de ler. Foi pois com base nesta pergunta que construí depois esta página no meu blogue de viagens pessoal para poder partilhar o mais honestamente possível convosco a “minha” biblioteca de viagens. Todas as semanas colocarei aqui, nesta vossa biblioteca de viagens, um livro diferente bem como uma breve apreciação pessoal do mesmo. Estes livros que aqui partilharei são parte integrante do espólio da minha biblioteca pessoal de viagens. Perdoem-me a ousadia de vos mostrar outros mundos. Nem melhores nem piores do que outros que vi por aí. Apenas diferentes. E além disso eu quero acreditar que os diálogos que mantenho com este meu amigo “interno” são bem reais.

 “ Eu amo andar numa livraria. É como se vários amigos estivessem sentados nas prateleiras acenando as suas páginas para mim. “

(Tahereh Mafi, escritora norte americana do New York Times e US Today, 1988-).

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II.                   A BIBLIOTECA.

001_Livro: O AROMA DA GOIABA. Autor: Gabriel Garcia Márquez e Plínio Apuleyo de Mendoza.

002_Livro: ROBINSON CRUSOE. Autor: Daniel Defoe.

003_Livro: AS AVENTURAS DE TOM SAWYER. Autor: Mark Twain.

004_Livro: MEMÓRIAS DAS MINHAS PUTAS TRISTES. Autor: Gabriel Garcia Márquez.

005_Livro: A SANGUE FRIO. Autor: Truman Capote.

006_Livro: O ADEUS ÀS ARMAS. Autor: Ernest Hemingway.

007_Livro: SIDDHARTHA. Autor: Hermann Hesse.

008_Livro: A SUL DA FRONTEIRA, A OESTE DO SOL. Autor: Haruki Murakami.

009_Livro: O SILMARILLION. Autor: J. R. R. Tolkien.

010_Livro: AS AVENTURAS DE TOM BOMBADIL. Autor: J. R. R. Tolkien.

011_Livro: O HOBBIT. Autor: J. R. R. Tolkien.

012_Livro: CONTOS INACABADOS DE NÚMENOR E DA TERRA MÉDIA. Autor: J. R. R. Tolkien.

013_Livro: O SENHOR DOS ANÉIS, A IRMANDADE DO ANEL. Autor: J. R. R. Tolkien.

014_Livro: O SENHOR DOS ANÉIS, AS DUAS TORRES. Autor: J. R. R. Tolkien.

015_Livro: O SENHOR DOS ANÉIS, O REGRESSO DO REI. Autor: J. R. R. Tolkien.

016_Livro: CECÍLIA SUPICO PINTO. Autor: Sílvia Espírito Santo.

017_Livro: INFANTAS DE PORTUGAL, RAINHAS EM ESPANHA. Autor: Marsilio Cassotti.

018_Livro: NA ROÇA COM OS TACHOS. Autor: João Carlos Silva.

019_Livro: O ESTADO DE NOVA IORQUE. Autor: Tiago Patrício.

020_Livro: JARDIM DAS NOSSAS VIDAS. Autor: António Portela.

021_Livro: ERA UMA VEZ UM NARIZ. Autor: Joaquim Semeano.

022_Livro: D. QUIXOTE DE LA MANCHA. Autor: Miguel de Cervantes Saavedra.

023_Livro: CRÓNICA DA SELVA. Autor: Tiago Salazar.

024_Livro: O VENDEDOR DE PASSADOS. Autor: José Eduardo Agualusa.

025_Livro: NOME DE TOUREIRO. Autor: Luís Sepúlveda.

Foto nº 1467, Tarde de 13 de Setembro de 2013, Alice in Wonderland sculpture, Margarita Delacorte Memorial, Central Park, New York, USA.

Foto nº 1467, Tarde de 13 de Setembro de 2013, Alice in Wonderland sculpture, Margarita Delacorte Memorial, Central Park, New York, USA.

“Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.”

(Padre António Vieira, português, filósofo, escritor e religioso da Companhia de Jesus, 1608-1697)

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III.                   OS LIVROS E OS AUTORES. 

 

Livro 001_08_20030706 T Rolo ID926-204_FIL Artesanato_Parque das Nações_Lisboa_Portugal

Tarde de 06 de Julho de 2003, FIL Artesanato, Parque das Nações, Lisboa, Portugal.

001_O livro “O Aroma da Goiaba”, da autoria do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, (1927-2014), editado pela editora D. Quixote, está catalogado como um género de ficção universal. O Aroma da Goiaba é um livro co escrito com Plínio Apuleyo de Mendoza, escritor e diplomata colombiano, amigo de Gabo. É, diga-mos assim, um livro escrito a quatro mãos, de improviso, em algumas semanas, sendo considerado o livro em que Gabriel Garcia Márquez despachou para sempre todas as entrevistas que lhe eram solicitadas. É considerado até ao momento a autobiografia de Gabriel Garcia Márquez.

“…bem se começo a falar do Caribe, não há forma de parar. Não só é o mundo que me ensinou a escrever, mas também a única região onde não me sinto estrangeiro”.

(Frase retirada do livro O Aroma da Goiaba, de Gabriel Garcia Márquez e Plínio Apuleyo de Mendoza.) Sobreda, 29 Abril 2016.

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Livro 002_20060414_M_Moinhos de Palmela_Serra do Louro_Parque Natural Arrábida_Setúbal (190)

Manhã de 14 de Abril de 2006, Trilho dos Moinhos de Palmela, Serra do Louro, Parque Natural Arrábida, Setúbal, Portugal.

002_ O livro “Robinson Crusoe”, da autoria do escritor e jornalista inglês Daniel Defoe, (1660-1731), editado pela editora Relógio D´Água, está catalogado como um livro do género de viagens. É um dos livros de leitura obrigatória da minha juventude e que fazia parte da biblioteca dos jovens. Trata-se de uma autobiografia fictícia de um náufrago que viveu isolado numa ilha, perto de Trinidad, nas Caraíbas, durante 28 anos, antes de ser resgatado. Estudiosos do trabalho de Daniel Defoe defendem a tese de que o autor se inspirou na história verídica de um marinheiro escocês, de seu nome Alexander Selkirk, que viveu isolado durante 4 anos numa ilha do Pacífico depois do seu barco naufragar. É um livro que nos fala sobretudo de solidão e de uma viagem interior ao nosso eu.

“O grau mais elevado da sabedoria humana é saber adaptar o seu carácter às circunstâncias e ficar interiormente calmo apesar das tempestades exteriores.”

(Frase retirada do livro Robinson Crusoe, de Daniel Defoe.) Sobreda, 06 Maio 2016.

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Livro 003_010_20060616_m_praca-dos-restauradores_lisboa

Manhã de 16 de Junho de 2006, Cow Parade, Praça dos Restauradores, Lisboa, Portugal.

003_ O livro “As Aventuras de Tom Sawyer”, da autoria do escritor e humorista norte-americano Mark Twain, (1835-1910), editado pela editora Relógio D´Água, está catalogado como um livro do género de viagens. É um dos livros de leitura obrigatória da minha juventude e que fazia parte da biblioteca dos jovens. O seu autor, cujo nome verdadeiro é Samuel Langhorn Clemens, fez de tudo um pouco na vida. Desde tipógrafo a militar, passando por pesquisador de ouro até piloto dos barcos a vapor que na sua altura navegavam no rio Mississípi. Em 1862 começou a publicar os seus escritos com alguma regularidade adoptando então o pseudónimo de Mark Twain. Mark Twain era uma expressão muito usada nos barcos do Mississípi, nomeadamente pelo homem que deitava a corda de prumo da sonda ao rio quando a mesma assinalava só duas braçadas de profundidade. Quando o nível da água do rio estava á distância de umas meras duas braçadas gritava “Mark Twain” (Marca Duas). O livro ” As aventuras de Tom Sawyer” conta as aventuras e peripécias da adolescência de um jovem, Tom Sawyer, juntamente com o seu amigo Huckleberry Finn, num pequeno povoado sulista, St. Louis, nas margens do Mississípi. Tom é considerado um dos mais importantes personagens da literatura norte americana. Este livro teve o condão de me devolver à inocência da minha infância. Um dia, já muito distante, também eu tive um pouco de Tom dentro de mim. Mas nessa altura o Mundo era grande e eu era pequeno. Hoje, o Mundo, é pequeno e eu sou grande. E as pessoas conhecem-se todas umas às outras.

“Se ele fosse um grande filósofo, como o autor deste livro, ele teria aprendido que o trabalho consiste em algo que o corpo é obrigado a fazer, e que brincar é algo que o corpo não é obrigado a fazer. E isso o ajudaria a entender porque fabricar flores artificiais ou pedalar uma máquina leve é trabalho, enquanto levantar bolas no boliche ou escalar uma montanha é diversão.”

(Frase retirada do livro As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.) Sobreda, 13 Maio 2016.

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Manhã de 01 de Novembro de 2007, Jardins do Palácio Nacional de Queluz, Largo Palácio de Queluz, Queluz, Portugal.

004_ O livro “Memórias das minhas putas tristes”, da autoria do escritor colombiano Gabriel García Márquez, (1927-2014), editado pela editora D. Quixote, está catalogado como género de ficção universal. É, pelo menos para mim, o que melhor li até á data sobre a velhice. Gabriel José de la Concordia García Márquez, mundialmente conhecido como Gabriel Garcia Márquez, Gabo para os amigos, foi, além de escritor, jornalista e editor, um ativista e político colombiano, que nasceu em 1927 em Aracatca na Colômbia. Em 2014 faleceu na Cidade do México, México, por motivo de doença prolongada. Em 2004 publicou o seu romance, “Memórias das minhas putas tristes”, uma história de amor que segue o romance de um homem de 90 anos de idade e uma concubina púberes. Para mim é simplesmente o que de melhor eu li sobre a velhice. Recomendo a sua leitura a todos aqueles que já entraram nos anos “entas”. Para que se lembrem que o amor não nada a ver com a idade de cada um de nós. Sublime. Retirei esta citação do livro, que, no meu entender, diz-nos logo ao que vem o personagem do livro: “No ano dos meus 90 anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei-me de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar os seus bons clientes quando tinha uma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma das suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza dos meus princípios. A moral também é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, tu verás”.

“(Frase retirada do livro “Memórias das minhas putas tristes” de Gabriel García Márquez). Sobreda, 20 Maio 2016.

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20071208_T_Santuário de Fátima_Fátima_Portugal (9)

Tarde de 08 de Dezembro de 2007, Santuário de Fátima, Fátima, Portugal.

005_ O livro “A Sangue Frio”, da autoria do escritor e dramaturgo norte-americano Truman Capote, (1924-1984), editado pela editora Dom Quixote, está catalogado como um livro do género de romance não ficção. A Sangue Frio (In Cold Blood, no original) é, até á data que vos escrevo estas palavras, o livro que li e que me deu o maior grau de tristeza da sua leitura. Truman Streckfus Persons, (1924 New Orleans – 1984 Los Angeles), mais conhecido como Truman Capote, foi um escritor e dramaturgo norte-americano. A sua obra mais famosa é este livro, A Sangue Frio, publicado em 1966, e é por ele considerado a primeira obra de romance não-ficção. O livro retrata o brutal assassínio de uma família em Holcomb, Kansas, USA, desde a ideia de o cometer até á execução dos assassinos. Foi escrito baseado em factos verídicos e para escrever esta obra o próprio Capote deslocou-se ao local do crime, Holcomb. É uma verdadeira viagem ao lado mais escuro da mente humana. Do meu ponto de vista, sobre o enredo deste livro, há uma frase do filme “Batman, O Cavaleiro das Trevas”, proferida pelo personagem Jóquer, interpretado pelo malogrado “Heath” Ledger  (1979-2008), que resumiria o livro numa só frase: “Deixamos de procurar monstros debaixo da nossa cama quando descobrimos que eles habitam dentro de nós”. Para melhor ilustrar esta minha apreciação retirei do livro “A Sangue Frio”, o seguinte excerto:

“Mas quando a multidão viu os assassinos, com sua escolta de policiais rodoviários de casaco azul, ficou em silêncio, como se espantada de constatar que os dois tinham forma humana.” Sobreda, 27 Maio 2016.

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20080614_M_Vila de Moncarapacho_Moncarapacho_Algarve_Portugal (24)

Manhã de 14 de Junho de 2008, Vila de Moncarapacho, Moncarapacho, Algarve, Portugal.

006_ O livro “O Adeus às Armas”, da autoria do escritor norte-americano Ernest Hemingway, (1899-1961), editado pela editora Livros do Brasil, está catalogado como género de romance. É, pelo menos para mim, o melhor romance com o final mais trágico que já li até à data. Ernest Hemingway, sem dúvida um dos melhores novelistas norte-americanos do século XX, nasceu em 21 de Julho de 1899, em Oak Park, no estado norte-americano do Illinois. Este livro, O Adeus às Armas, do original “A Farewell to Arms”, foi escrito por ele quando tinha ainda a tenra idade de trinta anos. É um romance que retrata uma história de amor entre um militar norte-americano e uma enfermeira inglesa na frente de batalha italiana durante a I Grande Guerra Mundial. Este livro foi inspirado em factos verídicos da história da vida do escritor aquando condutor de ambulâncias da Cruz Vermelha, durante a I Guerra Mundial, na cidade italiana de Schio. Do livro também se diz que é o relato mais fiel e verosímil do ataque alemão ao Caporetto durante esta grande guerra. Em 1954 recebeu o prémio Nobel da Literatura. Suicidou-se em Ketchum, no estado norte-americano do Idaho, em 2 de Julho de 1961, fazendo jus á citação que está mencionada no livro “O Adeus às Armas”.

“Quando as pessoas defrontam o mundo com tanta coragem, o mundo só pode quebrá-las matando-as, e por isso, é claro, mata-as. O mundo quebra toda a gente, e depois muitos ficam mais fortes no lugar da fratura. Mas àqueles que não consegue quebrar, mata-os.” (Citação extraída do capítulo 34, página 236, do livro “O Adeus ás Armas” de Ernest Hemingway).

P.S. Cuba ficou para sempre ligada a Hemingway, e vice-versa, apesar de Cuba e os E.U.A., (país de onde o escritor era natural), estarem fixados em plataformas ideológicas e políticas antagónicas uma da outra. Cuba essa, a ilha de Fidel Castro, que Hemingway tanto apreciou ao ponto de ele próprio se considerar um puro cubano e de fixar residência em Finca Vigia nas proximidades de La Habana. Os cubanos nutriram por ele tanta admiração que o passaram a idolatrar como se ele fosse um dos heróis da libertação do povo cubano. Tivemos a felicidade de visitar Cuba em 2009. No bar El Floridita, na famosa calle Obispo em Habana Vieja, ao sabor dum trago de um mojito tomei conhecimento de uma história, diga-mos interessante, sobre Homingway. Este bar era muito frequentado por Hemingway, onde bebia doses generosas de mojitos e ainda doses mais generosas de daiquiris. Os seus detratores, em tom jocoso, questionavam-se se Hemingway era um escritor bêbado, ou se um bêbado escritor. Célebre ficou uma das suas respostas a tão impertinente questão, e para mim uma das melhores frases do escritor, ao afirmar: “ I drink to make other people more interesting.”

Traduzindo: Eu bebo para tornar a outras pessoas mais interessantes. Sobreda, 03 de Junho de 2016.

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Manhã de 07 de Março de 2009, VII Festival Internacional Chocolate Óbidos, Obidos, Caldas da Rainha, Portugal.

Manhã de 07 de Março de 2009, VII Festival Internacional Chocolate Óbidos, Óbidos, Caldas da Rainha, Portugal.

007_ O livro “Siddhartha”, da autoria do escritor alemão Hermann Hesse, (1877-1962), editado pela editora D. Quixote, está catalogado como um livro do género Espiritual. Siddhartha, um poema indiano, como o próprio nome do livro diz, foi escrito pelo pintor e escritor alemão Hermann Karl Hesse, de seu nome completo, que nasceu em 1877 em Cawl, Alemanha. Filho de pais missionários cristãos cedo renegou a carreira de pastor que os pais lhe queriam impor. Fugiu para a Suíça em 1923 onde adquiriu a nacionalidade suíça em 1924. Casou três vezes. Um ano após o fim da 2ª Grande Guerra Mundial, em 1946, foi laureado com o Prémio Goethe. Meses mais tarde receberia o Prémio Nobel da Literatura. Em 1910 foi para a Índia onde escreveu este livro, Siddhartha, baseado na sua vida e pensamento e inspirado na tradição contada de Siddhartha Gautama, o Buda. Converteu-se por isso ao Budismo. Morreu em 1962 na Suíça, sendo, na altura, dos escritores mais menosprezado ostracizado pela crítica mundial. Mais de 50 anos depois da sua morte é dos escritores alemães mais lidos no Mundo a par de Goethe, com mais de 125 milhões de cópias das suas obras publicadas em 60 idiomas diferentes. É o livro de Hermann Hesse mais lido em todo o Mundo, sendo apontado como “o” livro de iniciação ao budismo, sendo classificado por isso, tanto o autor como o livro, o guru dos hippies.

“Tudo isto são coisas, coisas que nós podemos amar. Mas não posso amar palavras. É por isso que não aprecio as doutrinas, não têm dureza ou moleza, não têm arestas, não têm cheiro, não têm gosto, nada tem senão palavras. Talvez seja isto que impede de encontrares a paz, talvez sejam as palavras em excesso. Porque também libertação e virtude, também Samsara e Nirvana são meras palavras. Nada existe que seja o Nirvana; apenas existe a palavra Nirvana”

(Frase retirada do livro “Siddhartha, de Hermann Hesse). Sobreda, 17 de Junho 2016.

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20101005 Ana Maria e J Alberto_Visita Palácio Belém_Lisboa_Portugal (148)

Manhã de 05-10-2010, Jardins do Museu da Presidência da República, Palácio de Belém, Praça Afonso de Albuquerque, Lisboa, Portugal.

008_ O livro “A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol”, da autoria do escritor japonês Haruki Murakami, (1949-), editado pela editora Casa das Letras, está catalogado como um livro do género Romance. “A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol” foi o primeiro livro que eu li de um autor japonês, neste caso, Haruki Murakami. Um romance intensivo sobre a nossa existência e o amor que auto nos questiona sobre a nossa existência e o que nós conhecemos de nós mesmos. Fiquei fã. Haruki Murakami é, antes de mais, um tradutor e escritor japonês, muito popular no seu país. Nasceu em Fushimi, um dos onze bairros da cidade japonesa de Quioto, em 12 de janeiro de 1949. Ao longo da sua carreira literária escreveu diversos contos e romances, tendo recebido diversos prémios literários internacionais pelas suas obras. Recentemente, em 2016, e aos 67 anos de idade recebeu o prémio de literatura Hans Christian Andersen. Entre 1974 e 1982, em plena cidade de Tóquio e antes de acabar os estudos universitários, abriu um bar de jazz que lhe serviria anos mais tarde também como base de inspiração a este livro, “A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol”. Este livro conta-nos a história de amizade entre Hajime e Shimamoto, primeiramente como crianças e depois mais tarde já como adultos. Uma amizade que cresce no tempo até se tornar em algo mais profundo mas que eles ainda não percebem o que é. Mas ainda na fase da adolescência o destino cruel força a separação entre Hajime e Shimamoto que lentamente se transforma em separação definitiva. Hajime casa-se anos mais tarde e segue a sua vida. Até o destino lhe pregar novamente uma partida e lhe colocar novamente Shimamoto na sua vida, vivendo com ela um verdadeiro romance despudorado. Agora a separação será, ou não, entre Hajime e Yukiko, a mulher com quem se casou 30 anos antes.

“Shimamoto era quem tinha os discos de vinil a seu cargo…tirava-os das suas capas um a um…colocava cada disco com todo o cuidado em cima do prato do gira-discos sem tocar nas espirais e, depois escovava a cabeça da agulha….Quando o disco chegava ao fim…pulverizava-o com um líquido para tirar o pó e limpava-o com um paninho de feltro. E de todas as vezes que a cena se repetia, eu, Hajime, pensava o mesmo: não era um disco que Shimamoto tinha entre as suas mãos, mas sim uma frágil alma humana encerrada num recipiente de vidro”. (Excerto retirado da página 15, do livro “A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol” de Haruki Murakami). Sobreda, 27 de Junho de 2016.

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20121230 15.03.00_Praia Dragão Vermelho_Costa Caparica_Almada_Setúbal_Portugal

Tarde de 30-12-2012, Praia do Dragão Vermelho, Costa da Caparica, Setúbal, Portugal.

009_ O livro “O Silmarillion”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. “O Silmarillion” foi o último livro que li de JRR Tolkien e, confesso, tive de o ler duas vezes para, pelo menos, conseguir entrar no Universo Fantástico de Tolkien. Acho que tenho de o ler ainda uma terceira vez. John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 1892 no Estado Livre de Orange, no território que hoje é atualmente conhecido com África do Sul. De nacionalidade britânica, faleceria no ano de 1973 em Inglaterra. Além de filólogo, professor e poeta era também escritor ficando o seu nome imortalizado como J.R.R. Tolkien muito graças aos seus livros que hoje conhecemos como o Hobbit ou, mais famosos ainda, a Trilogia do Senhor dos anéis. O livro “O Silmarillion”, é, do meu ponto de vista, o primeiro dos sete livros por ele editados sobre a extensa e incompleta história sobre o fantástico universo da Terra de Eä em que se encontram as terras de Valinor, Beleriand, Númenor e a mais famosa e conhecida de todas, a Terra Média em que O Hobbit e O Senhor dos Anéis têm lugar. Considerado pela crítica como uma coletânea de obras literárias de mito-poesias, o Silmarillion é, diga-mos assim, uma espécie de Bíblia misturada com o Antigo e o Novo Testamento dos cristãos, compilados num só livro, em que nos é contado a origem de todo o universo mitológico do Hobbit e mais concretamente do Senhor dos Anéis. Infelizmente Tolkien não sobreviveria para o ver editado, cabendo ao seu filho Christopher a difícil e incerta tarefa de preparar o texto de modo a possibilitar a sua edição. No princípio era o Verbo mas, para Tolkien, no princípio era o Pensamento. Daí por vezes a difícil leitura deste livro. Introdução da Ficção Mitológica na minha biblioteca de viagens.

“ Havia Eru, o Único, que em Arda se chama Ilúvatar; ele fez primeiro os Ainur, os Sagrados, que eram filhos do seu pensamento e que estiveram com ele antes de alguma coisa mais ser feita. E falava-lhes, propondo-lhes temas de música; e eles cantavam perante ele, que ficava satisfeito. Mas, durante muito tempo, cantavam só um de cada vez, ou poucos juntos, enquanto os restantes escutavam, pois cada um compreendia apenas aquela parte da mente de Ilúvatar donde proviera e só lentamente ia compreendendo os seus irmãos. No entanto, todas as vezes que escutavam, adquiriam uma compreensão mais profunda, e a sua unissonância e harmonia aumentavam.”

(Extrato retirado do livro “O Silmarillion”, de Ainulindalë, A música dos Ainur). Sobreda, 4 de Julho de 2016.

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2013-10-26 11.55.27 Casa da Cerca_Almada_Portugal

Tarde de 26 de Outubro de 2013, Jardins da Casa da Cerca, Almada, Portugal.

010_ O livro “As aventuras de Tom Bombadil”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. “As aventuras de Tom Bombadil”, a fazer fé no apontamento redigido por mim, no verso do livro, foi o segundo livro que li de JRR Tolkien há uns bons 14 anos atrás, em 2002. John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 1892 no Estado Livre de Orange, no território que hoje é actualmente conhecido com África do Sul. De nacionalidade britânica, faleceria no ano de 1973 em Inglaterra. Além de filólogo, professor e poeta era também escritor ficando o seu nome imortalizado como J.R.R. Tolkien muito graças aos seus livros que hoje conhecemos como o Hobbit ou, mais famosos ainda, a Trilogia do Senhor dos anéis. O livro “As Aventuras de Tom Bombadil” é, do meu ponto de vista, o segundo dos sete livros por ele editados sobre a extensa e incompleta história sobre o fantástico universo da Terra de Eä em que se encontram as terras de Valinor, Beleriand, Númenor e a mais famosa e conhecida de todas, a Terra Média, em que O Hobbit e O Senhor dos Anéis têm lugar. Inspirado no Immram Irlandês, conto que trata da jornada de um herói pelo mar para o Outro Mundo, este livro é considerado pela crítica como uma coletânea de poesias, de versos e rimas, dos contos de fadas da Terra Média. A Aventuras de Tom Bombadil é, diga-mos assim, um livro melancólico, baseado na poesia medieval, cuja nota final é uma alienação e desilusão. Daí também, por vezes, a difícil leitura deste livro. ” O velho Bombadil era mesmo um tipo alegre:-sua jaqueta era azul e as suas botas amarelas;-verde a faixa, de boa pele os calções;-no chapéu pontiagudo, punha de cisne uma pena.-Vivia lá prá colina donde corre, por sinal,o rio Withywindle pró vale.”

(Frase retirada do livro As Aventuras de Tom Bombadil, pág. 15, de JRR Tolkien). Sobreda, 29 de Julho de 2016.

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2013-08-02 11.48.15_Hortas Municipais S. João Caparica_Costa de Caparica

Manhã de 02 de Agosto de 2013, Hortas Municipais de São João da Caparica, Costa da Caparica, Portugal.

011_ O livro “O Hobbit”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. O “Hobbit” foi o terceiro livro que li de JRR Tolkien. E ainda bem que o li antes da Trilogia do Senhor dos Anéis. Este livro, como dizia o poeta, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Essencial para compreender a Trilogia do Senhor dos Anéis. John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 1892 no Estado Livre de Orange, no território que hoje é actualmente conhecido com África do Sul. De nacionalidade britânica, faleceria no ano de 1973 em Inglaterra. Além de filólogo, professor e poeta era também escritor ficando o seu nome imortalizado como J.R.R. Tolkien muito graças aos seus livros que hoje conhecemos como o Hobbit ou, mais famosos ainda, a Trilogia do Senhor dos anéis. O livro “O Hobbit” é, mundialmente, um dos maiores clássicos da literatura infantil de ficção. O livro relata uma viagem inesperada de um hobbit, Bilbo Baggins, pela Terra Média, juntamente com personagens fictícios como anões, feiticeiros, elfos, trolls e orcs, cuja missão é libertar a Montanha Sagrada, do Reino dos Anões e salvar todo o ouro que está no seu interior á guarda de um Dragão chamado Smaug. Considerado um prelúdio de O Senhor dos Anéis, este livro tem ainda o condão de nos mostrar o crescimento pessoal e os diversos actos de heroísmo que somos capazes de cometer quando submetidos em condições extremas de sobrevivência. 

“- Pode prometer que eu vou retornar? – Não, e se retornar, você não será o mesmo…Você terá uma história e tanto para contar quando voltar.” (Excerto do um diálogo entre o hobbit Bilbo e o feiticeiro Gandalf, retirado do livro ” O Hobbit”, Uma viajem inesperada). Sobreda, 19 de Agosto de 2016.

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Tarde de 24 de Abril de 2016, Terreiro do Paço, Lisboa, Portugal.

012_ O livro “Contos inacabados de Númenor e da Terra Média”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. Para se ler este livro tem de se gostar mesmo a sério do Universo de Tolkien. O conteúdo deste livro mais não é do que uma coletânea de histórias, esboços e apontamentos de JRR Tolkien, que estão disseminadas por todos os livros que ele escreveu. Nunca foram publicadas enquanto o autor estava vivo. Foi o seu filho, Christopher Tolkien quem as acabou, compilou e procedeu á sua edição. De John Ronald Reuel Tolkien e das suas obras já eu falei e escrevi sobre as mesmas. Sobre este livro, Contos Inacabados de Nímenor e da Terra Média, convém ainda esclarecer que o livro está tal e qual JRR Tolkien o deixou antes de falecer. Inacabado. Coube ao seu filho proceder a algumas anotações e explicações de modo a esclarecer algumas histórias, diga-mos assim, menos consistentes com o Universo Fantasiado de Tolkien pai.

“Meu pai não podia pagar um secretário”. “Eu é que datilografava (as histórias) na máquina de escrever e desenhava os mapas a partir de seus esboços.” (Christopher Tolkien, em entrevista ao jornal francês Le Monde publicada em 9 de julho de 2012.) Sobreda, 6 de Setembro de 2016.

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Dia do Pai. Tarde de 19 de Março de 2016, Pastelaria Strudel-Brunch, Av. Miguel Bombarda 5A, Lisboa, Portugal.

013_ O livro “O Senhor dos Anéis, A Irmandade do Anel”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. A Trilogia O Senhor dos Anéis, em inglês The Lord of the Rings, por incrível que vos possa parecer é um livro recomendado para o 3º ciclo, destinado como leitura autónoma, no Plano Nacional Leitura (2015). Sem dúvida que é o que de melhor eu li em termos de ficção, muito provavelmente devido á sua qualidade de narrativa, fazendo-me crer por vezes que eu “estava lá” com “eles” vivendo no terreno todas as fantásticas aventuras da Irmandade. Sobre este livro, O Senhor dos Anéis, A Irmandade do Anel, convém dizer que o mesmo é o 1º livro da Trilogia O Senhor dos Anéis. De acordo com a história do autor esta Trilogia foi escrita entre os anos de 1937 a 1949 e a mesma é resultado de um estudo mitológico que o autor iniciou em 1917. A primeira vez que vi este livro foi em 1984, aquando da sua 2ª edição e publicação em português pela Europa-América e não tinha nada que ver com a fama que o mesmo granjeou 17 anos depois em 2001. Também confesso que primeiro vi no cinema toda esta Trilogia cinematográfica de Peter Jackson e só depois é que li a mesma na sua totalidade. Este primeiro livro narra a criação da Irmandade do Anel que tem como finalidade levar um Anel com poderes maléficos até á Montanha da Perdição, em Mordor e destruí-lo. Só na Montanha da Perdição é que o Anel poderá ser destruído de modo a evitar que caia novamente nas mãos do seu verdadeiro dono, Sauron, e assim evitar que toda a Middlearth (Terra Média) mergulhe de novo num rasto de caos, morte e destruição de todas as espécies que nela habitam.

“Um Anel para todos governar, um Anel para encontrá-los, um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los”. (Frase retirada do livro, o Senhor dos Anéis, A Irmandade do Anel, de J.R.R. Tolkien). Sobreda 15 de Setembro de 2016.

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Tarde de 20 de Janeiro de 2008, Santuário do Cristo Rei, Pragal, Almada, Portugal.

014_ O livro “O Senhor dos Anéis, As Duas Torres”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. A Trilogia O Senhor dos Anéis, em inglês The Lord of the Rings, por incrível que vos possa parecer é um livro recomendado para o 3.º ciclo, destinado como leitura autónoma, no Plano Nacional Leitura (2015). Sem dúvida que é o que de melhor eu li em termos de ficção, muito provavelmente devido à sua qualidade de narrativa, fazendo-me crer por vezes que eu “estava lá” com “eles” vivendo no terreno todas as fantásticas aventuras da Irmandade. Sobre este livro, O Senhor dos Anéis, As Duas Torres, convém dizer que o mesmo é o 2.º livro da Trilogia O Senhor dos Anéis. No 1.º livro da Trilogia tomámos conhecimento com estranhos e simpáticos personagens como Frodo, Gandalf, Pippin, Merry, Samwise Gamgee, ou ainda Legolas, Aragorn ou Boromir, além de outros mais bizarros e menos simpáticos, como os orcs, na sua demanda pela destruição do anel. Neste 2.º livro, As Duas Torres, o livro narra-nos o que aconteceu a cada um dos membros da Irmandade do Anel depois de a mesma se ter desfeito, a morte gloriosa de Boromir e os episódios até ao advento da Grande Escuridão e ao início da Guerra do Anel. Tudo isto em torno das Torres de Orthanc (Isengard) e Minas Morgul.

A citação abaixo mencionada é talvez a frase mais marcante deste livro e diz respeito a uma frase dita por Sméagol, ou Gollum se assim quiserem, quando o mesmo olha para o Anel maléfico em seu poder: “My Precious”. Meu Precioso…. (Gollum/Sméagol)”. (Frase retirada do livro, o Senhor dos Anéis, As Duas Torres, de J.R.R. Tolkien)

P.S. De acordo com o American Film Institute, em Junho de 2005, Gollum e seu “My precious” tinham acabado de entrar na lista das 100 maiores frases icónicas ditas no cinema, para a posição nº 85. Sobreda, 12 de Outubro de 2016.

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20090501 10h45, Lagoa de Albufeira, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, Portugal.

Manhã de 01 de Maio de 2009, Lagoa de Albufeira, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, Portugal.

015_ O livro “O Senhor dos Anéis, O Regresso do Rei”, da autoria do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido como JRR Tolkien, (1892-1973), editado pela editora Publicações Europa-América, está catalogado como um livro do género de Literatura Fantástica. Sobre este livro, O Regresso do Rei ele é mesmo o 3º e último livro da Trilogia O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. No 1º livro da Trilogia tomámos conhecimento com a criação da Irmandade do Anel para destruir Um Anel que dominava todos os outros Anéis do Poder. Vivemos todas as peripécias dos nossos heróis, na sua demanda da Montanha da Perdição em Mordor, até á separação da Irmandade. O segundo livro, de uma maneira geral e resumida, conta a história separada de cada um dos membros da Irmandade, na sua tentativa também eles de ajudarem Frodo a atingir a Montanha da Perdição e destruírem O Anel. Relata ainda a morte gloriosa de Boromir e os episódios até ao advento da Grande Escuridão e ao início da Guerra do Anel. Tudo isto em torno das Torres de Orthanc (Isengard) e Minas Morgul. Neste 3º e último livro dá-se por terminada a Trilogia com a destruição do Anel, atingindo o seu culminar com as batalhas na fortaleza do Abismo de Elmo e depois a Batalha do Exército do Ocidente com as forças de Sauron, onde, vitoriosas as forças de Gandalf põem fim á grande escuridão imposta por Sauron. O Regresso do Rei foi o último livro desta Trilogia levada ao cinema, em 2003, por Peter Jackson. E foi, sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes de sempre da história do cinema. Vejamos os prémios arrecadados despois da sua exibição: 11 Óscares de Hollywood em 2003 nos EUA, 5 Prémios BAFTA em 2004 no Reino Unido, 4 Globos de Ouro em 2004 nos EUA, 2 Grammy em 2005 nos EUA, 2 MTV Movie Awards em 2004 nos EUA e um rol enorme de outros prémios cinematográficos. Para terminar: é ainda a 3ª maior receita de bilheteira na história do cinema, só atrás de Titanic, em 2º, e Avatar em 1º. Dele retirei, pelo menos para mim, uma das frases mais melancólicas e marcantes do livro:

“Como se retorna ao curso de uma antiga vida? Como seguir em frente quando no íntimo se começa a entender que não há volta? Há certas coisas que o tempo não pode curar, algumas feridas são tão profundas que nos seguem para sempre!” (frase retirada do livro O Senhor do Anéis, O Regresso do Rei, de J.R.R. Tolkien ). Sobreda, 27 de Outubro de 2016.

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028 20120720 10h39 M Grandes Veleiros Lisboa 2012_Santa Apolónia_Lisboa_Portugal

Manhã de 20 de Julho de 2012, Grandes Veleiros Lisboa 2012, Santa Apolónia, Lisboa, Portugal.

016_ O livro “Cecília Supico Pinto”, da autoria da escritora portuguesa Sílvia Espírito Santo, editado pela editora A Esfera dos Livros, está catalogado como um livro do género de Biografias. O livro “Cecília Supico Pinto” é, do meu ponto de vista e da editora, a biografia e o testemunho único e fundamental de uma protagonista do nosso país, em pleno século XX e que depois do 25 de Abril 1974 optou pelo anonimato: Cecília Supico Pinto. Cecília Maria de Castro Pereira de Carvalho Supico Pinto, seu nome completo, nasceu em Lisboa a 30 de Maio de 1921 e faleceria em Cascais a 25 de Maio de 2011. Durante o regime de Salazar, de quem era amiga íntima e confidente, ficou popularmente conhecida como Cilinha e foi a criadora, presidente e principal rosto do Movimento Nacional Feminino, uma organização de mulheres que durante a guerra colonial prestou apoio moral e material aos militares portugueses. Neste livro biográfico, Cilinha, dona de uma memória invejável, abre as portas da sua vida e do que era o quotidiano dos soldados portugueses nos cenários dos teatros da Guerra do Ultramar, antes do 25 de Abril de 1974. O livro Cecília Supico Pinto, da escritora Sílvia Espírito Santo, foi, confesso, um prémio literário que ganhei devido a uma crónica que escrevi, Escreva e Leia História, para um jornal diário que aos dias de hoje já deixou de existir: o Meia-Hora. Isto em 2008 quando Cilinha ainda era viva. Cilinha faleceria em 2011. Por ter visitado pessoalmente e diversas vezes os cenários da Guerra do Ultramar, este livro, além de biográfico, relata um outro lado da guerra ultramarina que desconhecemos quase por completo: o papel das mulheres portuguesas no apoio emocional, psicológico e material aos combatentes portugueses nos quartéis e nas zonas de combate. Aconselho, vivamente. Deixo-vos, no fim desta crónica, uma confissão da própria Cilinha.

“Dei tudo o que tinha. O Movimento foi a minha vida! (…) Os militares e o trabalho do Movimento foram, de certo modo, os filhos a que me dediquei.” (Cecília Supico Pinto, 1921-2011). Sobreda, 16 de Novembro de 2016.

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012 20090824 T Bairro Alto_ Lisboa

Tarde de 24 de Agosto de 2009, Bairro Alto, Lisboa, Portugal.

017_ O livro “Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha”, da autoria do cientista político, historiador e escritor argentino radicado na Europa, Marsilio Cassotti, editado pela editora A Esfera dos Livros, está catalogado como um livro do género de História da Nobreza. O livro em questão foi, confesso, um prémio literário que ganhei devido a uma crónica que escrevi, Escreva e Leia História, para um jornal diário que aos dias de hoje já deixou de existir: o Meia-Hora. Isto em 2007. De acordo com informação disponibilizada on-line, pelo jornal brasileiro Correio do Povo, Marsilio Cassotti estudou Ciências Políticas com especialização em Relações Internacionais na Universidade Católica de Buenos Aires, e Língua no Instituto Católico de Paris. É, também, autor especialista em pesquisas fundamentais de biografias históricas sobre mulheres nobres lusitanas. Este livro espelha 700 anos da nossa história sobre o qual pouco ou nada se conhece sobre onze Infantas Portuguesas que, desde a Infanta Urraca, passando pela Infanta Beatriz, terminando na Infanta Maria Isabel de Bragança, através das suas vidas de sacrifício engrandeceram o Esplendor de Portugal. A edição desta obra é o resultado de uma sólida investigação histórica por parte do autor sobre a vida pessoal e privada de onze Infantas de Portugal que, entre 1165 e 1816, foram Rainhas em Espanha. Um livro que, do meu ponto de vista pessoal, faz jus ao adágio popular de que por detrás de um grande homem existe uma grande mulher. Foi o primeiro livro que li de um autor argentino e guardo-o na minha Biblioteca de Viagens como um peça fundamental para melhor compreender a História de Portugal. Retiro da leitura desta obra a seguinte frase:

“Quando o estudo das genealogias não está ao serviço de vaidades, pode constituir um valioso instrumento para que possamos compreender determinados aspetos da vida de uma personagem histórica que, na falta de outros dados, se manteriam ocultos.” (Marsilio Cassotti, in “Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha). Sobreda, 05 de Dezembro de 2016.

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Tarde de 04 de Setembro de 2015, Parque da Paz, Almada, Portugal.

018_ O livro “Na Roça com os Tachos”, da autoria do jornalista, artista plástico, escritor e cozinhador de sonhos e sabores São Tomense João Carlos Silva, editado pela editora Oficina do Livro, está catalogado como um livro do género de Gastronomia. Na Roça com os Tachos foi, antes de ser editado em livro, um programa de televisão sobre a gastronomia de São Tomé e Príncipe que passava na RTP África em 2005. Programa esse que eu acompanhava fielmente e raramente falhava um episódio. O cozinhador João Carlos Silva, comunicador por excelência, apresentava e cozinhava ao ar livre nas roças de cacau de São Tomé e Príncipe o que de melhor e mais simples a gastronomia do país tinha para nos oferecer. Quando passou para edição em papel e virou livro tratei logo de o adquirir. Se o programa de televisão abria o apetite o livro serviu às mil maneiras para saciar essa fome. Foi, até há data que escrevo esta crónica, o único livro de gastronomia que li de-fio-a-pavio. E de um só fôlego. João Carlos Silva, pessoa amiga, nasceu em São João dos Angolares, pequena vila do distrito de Caué, em São Tomé e Príncipe, em 1956. Autor do programa televisivo “Na Roça com os Tachos” dedicado à gastronomia São Tomense (e não só), exibido na RTP África e RTP Internacional, construiu este projecto, como o próprio faz questão de dizer, com poucos meios e menos dinheiro ainda. Na Roça com os Tachos tinha como objectivo que a gastronomia assumisse um papel de comunicação mostrando que a cozinha e cozinhar pode afinal de contas ser para todos. Ou para qualquer um. Apresentado em várias Roças de São Tomé e Príncipe cada programa apresentava uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Tudo confeccionado quase artesanalmente no meio da natureza. Em 2005 ganhou coragem e, com as fotografias dos pratos apresentados a cargo de Adriana Freire, escreveu este livro com o mesmo título: “Na Roça com os Tachos”.

“…as receitas. Vieram de todo o Mundo, de várias latitudes, culturas, religiões ou raças. Muitas foram enviadas, outras pedidas, algumas partilhadas…” João Carlos Silva in “Na Roça com os Tachos”. Lindo, lindo, lindo.

Sobreda, 18 de Janeiro de 2017.

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2016-09-10 15.16.38, Passagem pedonal do Parque da Paz ao Parque Urbano do Pragal, IC 20, Almada, Portugal.

019_ O livro “O Estado de Nova Iorque” é da autoria do escritor português, nascido na Ilha da Madeira, Tiago Patrício. “O Estado de Nova Iorque” foi editado pela editora Gradiva e está catalogado como um livro do género de Memórias. É, antes mais e na minha modesta opinião, um livro de memórias do autor aquando da sua passagem por algumas cidades das terras do Tio Sam, no Outono de 2012. Aborda, do seu ponto de vista sensorial, vários temas por ele observado e sentido desde o Michigan, passando por Washington ou Virgínia e desaguando na cidade de New York. Ainda do meu ponto de vista e depois de ler o livro parece-me até que na maioria das vezes o autor fala de si para si abordando maioritariamente nas suas reflexões o tema da política norte-americana. Poderei dizer mesmo que é um livro de memórias políticas americanas, ilustradas em prosa poética, pela presença física do autor nos cenários dos acontecimentos. Na sua biografia, cedida pela sua editora, Tiago Patrício é um cidadão português, nascido em 1979, na cidade do Funchal, na Ilha da Madeira. Na sua ainda jovem biografia consta que frequentou a Escola Naval, tem licenciatura em Ciências Farmacêuticas que exerceu, e era á data da edição desta obra um estudante de Filosofia e Literatura na Universidade de Lisboa. Sente-se mais confortável como escritor tendo por isso realizado residências literárias em diversos países como República Checa, Lituânia, EUA, Tunísia, Espanha e Turquia. Tem textos seus editados nalguns destes países. O fruto deste seu trabalho atingira o auge em 2011 como vencedor do Prémio Literário Agustina Bessa-Luís, com o seu livro “Trás-os Montes”. “Se queres entender a América, assiste a um jogo de futebol americano, num bar americano, de uma pequena cidade americana.” (Tiago Patrício, página 108, do seu livro “O Estado de Nova Iorque”).

Sobreda, 13 de Fevereiro de 2017.

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Manhã de 25 de Agosto de 2015, Viamar, Largo da Ribeira Velha, Marina de Peniche, Peniche, Portugal.

020_ O livro “Jardim das Nossas Vidas”, da autoria de António Portela, foi editado pela editora Chiado Editora e está catalogado como um livro do género de Poesia. É um livro de poemas, de poesia e de um poeta. Primeiro livro editado deste autor, “Jardim das Nossas Vidas”, é um livro de desabafo da alma do autor. Um livro escrito por Amor, como o próprio faz questão de dizer. Amor sobretudo à mulher e ao filho, e de uma maneira mais intensa, ao seu falecido Pai. Por vezes até com uma lágrima no canto do olho. Foi dos poucos, muito poucos, livros de poesia que eu li. E de que gostei. António Portela, escritor português de seu nome completo António José Rebocho Arranhado Portela, (1962-) natural de Serpa, é um amigo de longa data e da minha infância. Tinha um sonho e concretizou-o: editar a sua poesia para que todos nós pudéssemos provar a beleza das suas palavras poéticas. Nesta obra imaginou um jardim onde se plantavam emoções e se colhiam corações. E consegui-o. “Imaginei…um jardim onde se plantavam emoções, e onde com tanto Amor assim, Se colhiam corações. (António Portela, in ” Jardim das Nossas Vidas”)

Sobreda, 01 de Março de 2017.

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Tarde de 21 de Agosto de 2000, Zimbório do Templo Santa Luzia, Monte Santa Luzia, Viana do Castelo, Portugal.

021_ O livro “Era uma vez um nariz”, da autoria de Joaquim Semeano, foi editado pela editora Edições Vieira da Silva e está catalogado como um livro do género de Infantis de Ficção. “Era uma vez um nariz”, da autoria de Joaquim Semeano, é um livro com histórias para crianças dos 8 aos 12 anos. Primeiro livro editado deste autor, “Era uma vez um nariz”, é uma compilação de oito histórias irmãs quem têm como denominador comum um nariz. Um nariz que no fim do livro deixa-se de sentir perdido num Mundo de Fantasia que há dentro de cada um de nós. Foi dos poucos livros para crianças que li na minha fase adulta e, em bom abono da verdade se diga, ainda bem que o li. E de que gostei. Joaquim Semeano é um jornalista e escritor português, nascido em 1965, e é natural de Santarém. Jornalista profissional desde 1987 integrou durante largos anos a equipa de jornalistas desportivos do jornal desportivo “Record”. “Era uma vez um nariz” foi a sua primeira obra a ser editada com a qual venceu o Prémio Maria Rosa Colaço 2011. Joaquim Semeano é, antes de mais, um bom amigo deste vosso humilde escriba e depois um ex-companheiro de “armas” das formações profissionais do IEFP. A literatura infantil é a sua “praia”.

“Os meninos que ali estavam tinham todas as cores que se possam imaginar. Narizes amarelos, bocas castanhas, cabelos azuis. E ao volante do autocarro estava o homem alto, sorridente: – Prontos, meninos? Vamos para a escola de todas as cores.”

(Joaquim Semeano, in ” Era uma vez um nariz”)

Sobreda, 28 de Março de 2017.

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Tarde de 08-04-2017, Parque das Nações, Lisboa, Portugal.

022_ O livro “D. Quixote de La Mancha”, da autoria de Miguel de Cervantes Saavedra, editado em língua portuguesa pela editora Ediclube, está catalogado como um livro de romance de ficção sobre cavalaria. “D. Quixote de La Mancha” é um livro que está para Espanha assim como “Os Lusíadas” de Luiz de Camões está para Portugal. Foi publicado pela primeira vez em Madrid no ano de 1605 com o título ” El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha” e é universalmente considerado a obra-prima da literatura espanhola. Além de ser um clássico da literatura ocidental, “D. Quixote de La Mancha”, é considerado um dos melhores romances de cavalaria de todos os tempos. De facto, penso que não exagero, se vos disser que quase todos nós conhecemos a história do cavaleiro idealista D. Quixote de La Mancha, montado no seu cavalo Rocinante e sempre ladeado pelo seu roliço e realista escudeiro Sancho Pança, percorrendo o norte de Espanha lutando contra moinhos de vento em busca da sua amada Dulcinea del Toboso. Miguel de Cervantes Saavedra, (1547-1616), foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano, cuja influência sobre o idioma castelhano foi tão grande que o castelhano é frequentemente chamado a língua de Cervantes. Curiosamente ainda viveu em Lisboa entre 1581 e 1583. “D. Quixote de La Mancha”, composto por dois volumes, foi considerada a sua obra-prima literária, visto este seu romance de ficção de cavalaria ser uma sátira de sua época, usando a figura de um cavaleiro medieval, numa Idade Moderna, para retratar uma Espanha que, após um século de glórias, começava a duvidar de si mesma.

“A liberdade, Sancho, não é um pedaço de pão.”

(Dom Quixote, do livro D. Quixote de La Mancha)

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005_20020820_M_Cruzamento da Triq Il-Knisja com a Triq Spinola_Spinola Bay_San Ġiljan_Malta

Manhã de 20-08-2002, Cruzamento da Triq Il-Knisja com a Triq Spinola, Spinola Bay, San Ġiljan, Malta.

023_ O livro “Crónica da Selva”, da autoria de Tiago Salazar, editado pela editora A.23 Edições, está catalogado como um livro de crónicas de viagens. “Crónica da Selva” é um livro que reúne um conjunto de crónicas de viagem de Tiago Salazar pelo Brasil. São crónicas resultantes de encontros ao acaso, por 12 estados brasileiros, aquando da recolha de conteúdos e gravações para o programa de televisão “Endereço Desconhecido”, editado posteriormente pela RTP 2, do qual ele foi autor e apresentador. Livro de viagens e de revelações ao qual tive a honra e a sorte de estar presente com a minha esposa Ana Maria aquando do seu lançamento em 04 de Abril de 2014 no Teatro A Barraca em Lisboa. Sorte porque foi um verdadeiro “dois em um”: a acompanhar a excelente apresentação do livro, a cargo de José Eduardo Agualusa e Pedro Teixeira, tivemos a sorte e o privilégio de sermos presenteados com um excelente momento musical luso-brasileiro a cargo de Luanda Cozetti e Norton Daiello da banda Couple Coffee. De acordo com o que está divulgado nos seus livros e nesse imenso mar digital da Internet, Tiago Salazar é um cidadão português nascido em 1972. Tem Licenciatura em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. Tem carteira profissional de jornalista e exerceu jornalismo em vários órgãos de comunicação social escrita como o Expresso, Diário de Notícias ou Correio da Manhã. Foi cofundador da revista de viagens Blue Travel. É autor de vários livros de viagens, formador de escrita e literatura de viagens, viajante e andarilho profissional ao qual ninguém reconhece seriedade. Foi autor e apresentador do programa de viagens da RTP 2 “Endereço Desconhecido”. Do livro retirei esta humorística citação:

“Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente brasileiro era conhecido como JK….JK tinha especial predileção pela cachaça “Providência” e sempre que as reuniões do Planalto ficavam bocejantes, sua eminência pedia “licencinha” para ir tomar uma providência.”

(Do livro «Crónica da Selva» de Tiago Salazar)

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Tarde 04 de Junho de 2017, Feira Medieval da Costa da Caparica, Costa da Caparica, Portugal.

024_ O livro “O Vendedor de Passados”, da autoria de José Eduardo Agualusa, editado pela editora D. Quixote, está catalogado como um livro de romance. “O Vendedor de Passados” é um romance que conta a história de um vendedor de ilusões em Angola. O personagem principal, um negro albino de seu nome Félix Ventura, tem a bisbilhoteira atividade de vendedor de árvores genealógicas a abastadas figuras políticas, empresários e generais da burguesia angolana, a quem lhes falta, sobretudo, um passado. Vende-lhes um passado novo em folha, com fotografias até dos avôs e bisavôs, cavalheiros de fina estampa e de senhoras de tempos antigos e coloniais de Portugal. Esta obra é composta por diálogos divertidos, humorados e indómitos onde, se lermos com atenção, se retrata fielmente a sociedade angolana. José Eduardo Agualusa, de seu nome completo José Eduardo Agualusa Alves da Cunha, é um cidadão angolano nascido no Huambo em 13 de Dezembro de 1960. Jornalista, escritor e editor, estudou ainda Agronomia e Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Viveu largos períodos da sua vida em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. Publicou várias obras que ganharam diversos prémios literários em Angola, Lisboa e Inglaterra. A Alemanha e pela Holanda também lhe atribuíram bolsas literárias. Tem várias obras traduzidas em várias línguas europeias. Do livro retirei esta lúcida transcrição:

“Luanda está cheia de pessoas que parecem muito lúcidas, mas de repente desatam a falar línguas impossíveis, ou a chorar sem motivo aparente, ou a rir, ou a praguejar. Algumas fazem tudo isto ao mesmo tempo. Umas julgam que estão mortas. Outras estão mesmo mortas e ainda ninguém teve coragem de as informar. Umas acreditam que podem voar. Outras acreditam tanto nisso que realmente voam.”

(” O vendedor de passados” de José Eduardo Agualusa”)

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Manhã de 15 de Agosto de 2003, Avenida Broadway, Arraial d’ Ajuda, Bahia, Brasil.

025_ O livro “Nome de Toureiro”, da autoria de Luís Sepúlveda, editado pela editora Edições ASA, está catalogado como um livro de romance. “Nome de toureiro”, de acordo com o autor deste livro, é também uma profunda reflexão sobre as ideologias autoritárias. Resumidamente este romance “negro” começa e passa-se durante o período sombrio do nazismo, acabando 50 anos mais tarde por encontrar o seu epílogo. A história baseia-se no desaparecimento de um valiosíssimo tesouro da prisão nazi de Spandau e 50 anos depois, já sem o muro de Berlim, dois obscuros poderosos personagens contratam, cada qual, um homem para encontrar esse tesouro. Frank Galinsky, da velha guarda de obediência militante da polícia secreta alemã, a Stasi, é um deles que tenta enriquecer como qualquer pessoa que se preze. O outro homem é Juan Belmonte, o que tem nome de toureiro, um sobrevivente da guerrilha sul-americana chilena, a viver no exílio e que procura esse tesouro por amor à sua companheira Verónica. Uma verdadeira batalha entre o amor e a cobiça. Uma verdadeira batalha entre o amor e a cobiça. Luís Sepúlveda é um romancista, realizador, roteirista, jornalista e activista político chileno, nascido em Ovalle a 4 de Outubro de 1949. Tem residência fixa em Gijón, Espanha, apesar de ter vivido largos períodos de tempo em Moscovo, Hamburgo e Paris. Foi membro da Juventude Comunista Chilena aderindo posteriormente ao Partido Socialista Chileno por divergências politicas. Na sua juventude foi membro da guarda pessoal do presidente chileno Salvador Allende sendo que no golpe militar do dia 11 de Setembro de 1973, que levou ao poder o ditador general Augusto Pinochet, Luís Sepúlveda encontrava-se no Palácio de La Moneda a fazer guarda ao Presidente Allende. Tem várias obras de sucesso, onde narra com veracidade ímpar a descrição de lugares sugestivos, paisagens irreais tudo com o intuito de contar histórias do homem, através da sua experiência, dos seus sonhos e das suas esperanças.

Do livro retirei esta lúcida transcrição:

“…e assim comecei a atravessar a rua, pensando, Verónica, meu amor, pensando porque no que temos tanto medo de olhar de frente para a vida, nós que já vimos as áureas cintilações da morte.”

(Do livro “Nome de toureiro”, de Luís Sepúlveda)

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1 Comentário

One thought on “BIBLIOTECA DE VIAGENS

  1. ANA MARIA MARTINS MARQUES DOS SANTOS

    Temas muito diversificados na literatura de viagens. Mais uma forma de viajar, porque viajar tem muitas formas, não é só sair por este mundo fora. Através da leitura também se pode viajar por onde quisermos. E temáticas não faltam. Continua sempre….

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