CIDADÃO DO MUNDO

“Não sou ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do Mundo”

( Sócrates, filósofo Ateniense da Grécia Antiga, Atenas 469 A. C. – Atenas 399 A. C. )

2014-03-01     13:04

Foto nº 0121, tirada em 2006-08-22 , de tarde, no Café des Nattes_Sidi Bou Said_Tunísia

Foto nº 0121, tirada em 2006-08-22 , de tarde, no Café des Nattes_Sidi Bou Said_Tunísia

Sempre gostei de escrever. Sobretudo sobre Viagens. Daquelas que fizemos e fazemos pelo Mundo. Afinal de contas a vida é uma viagem. Infelizmente, ou felizmente, depende do ponto de vista de cada um de nós, ela só tem bilhete de ida. Não, não há volta. Nem volta a dar. Enquanto isso umas vezes paramos, descansamos um pouco e retomamos a marcha. Não é à toa que os japoneses, na sua célebre filosofia oriental, dizem que um encontro não é mais do que o princípio de uma separação.

O artigo de viagens, “O meu Mundo em Sidi Bou Said” , foi o meu primeiro trabalho editado na Revista Fugas, do Jornal Público, em 09 de Março de 2013. Portanto já lá vai quase um ano. Daí para cá escrevi mais uns quantos trabalhos sobre as minhas viagens que por sinal foram quase todos editados e que adocicaram o ego.

Nesta ligação http://fugas.publico.pt/DicasDosLeitores/317666_o-meu-mundo-em-sidi-bou-said

podem ler um pouco de mim, de nós, de vós e do Mundo. O meu Mundo. Nem melhor nem pior do que outros que vi por aí. Apenas o meu Mundo.

Deixo-vos pois em boas mãos. Termino agradecendo, com elevado respeito e sentido de educação, as palavras amigas de incentivo do Exmº Sr. Embaixador da embaixada da Tunísia em Portugal, o senhor Youssef Louzir, sobre este meu artigo de viagens. Merci Tunisie. Vous êtes dans mon coeur.

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2014-03-08    19:30

Não estou longe de me enganar ao afirmar que todos nós chegamos a uma etapa das nossas vidas em que começam a escassear e a rarear as peripécias e atribulações ao redor dela capazes de nos surpreender. Quer seja pela positiva. Quer seja pela negativa. No que a mim me diz respeito e apesar de não me considerar um ser humano com muita quantidade de tempo em cima do pêlo, parece que há medida que os anos passam adquirimos tanta racionalidade que parece que perdemos a capacidade humana de sentir. Eu, porém, sofredor sentimentalista, esforço-me sempre ao máximo para aproveitar todas as emoções que vivo ao longo da viagem da minha vida. Acho mesmo que todos nós somos sentimentais. Mas talvez por orgulho, por arrogância, ou falta de humildade, por vezes tornamo-nos ausentes. Egoístas. Intolerantes. E depois magoamos. Pessoas. Umas vezes os entes que nos são mais queridos. Outras vezes a nós mesmos. E depois usamos lamechíssimos sentimentais para desculparmos a rapinagem dos nossos actos. Estranho, não é? Certa vez, de tanto deambularmos pelo Mundo, quis o Fado que em certo momento da minha viagem fizesse uma pequena paragem em terras dos Países Baixos do Norte do Velho Continente. Mais concretamente na Holanda e corria o ano de 2004. Em Amesterdão estive num sítio que me tocou. Foi, sem sombra de dúvida, o local e o momento em que descobri que a minha paz estava e vinha de dentro de mim mesmo. Um dos melhores sentimentos que podemos transmitir: Paz.

O artigo de viagens, “Um visita á casa de Anne Frank”, foi o meu segundo trabalho editado na Revista Fugas, do Jornal Público, em 18 de Maio de 2013. Daí para cá escrevi mais uns quantos trabalhos sobre as minhas viagens que por sinal foram quase todos editados e que adocicaram ainda mais o meu ego.

Nesta ligação http://fugas.publico.pt/DicasDosLeitores/320077_uma-visita-a-casa-de-anne-frank

Moinho de óleo De Zoekar_Zaanse Schans_Zaandam_Holanda

Foto nº 061, tirada na manhã de 2004-08-23, no Moinho de óleo De Zoekar_Zaanse Schans_Zaandam_Holanda

podem ler um pouco de mim, de nós, de vós e do Mundo. O meu Mundo. Nem melhor nem pior do que outros que vi por aí. Apenas o meu Mundo.

Termino confessando que dediquei o artigo em causa a um grande Amigo, de seu nome Tiago Salazar que, antes de tudo mais, é para mim um ser humano bom. Porque também os há: seres humanos bons. E quando os há também os devemos enaltecer.

” Paramos de procurar monstros debaixo da nossa cama quando descobrimos que eles estão dentro de nós”

(Heath Andrew Ledger, actor australiano, 1979-2008, no papel de Joker, no filme Batman-The Dark Knight)

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2014-04-18   17:47

” Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas porque param de perseguir os sonhos.”

(Gabriel José Garcia Marquez, escritor e jornalista colombiano, Colômbia 1927-México 2014.)

Certa vez, em conversa de ocasião, algures na estrada da Vida, alguém me confidenciou que talvez tudo faça parte do sonho permanecer sonho. Shakespeare disse um dia que todos nós somos feitos da mesma matéria que os nossos sonhos. Eu acredito que sim e quero acreditar que os meus sonhos são feitos da mesma matéria do meu corpo e da minha alma. Desde que me conheço como gente que comecei a sonhar. Ainda não parei. Nasci curioso, vivo curioso e hei-de morrer com curiosidade. Viajar, física e literalmente falando, para diferentes zonas geográficas do Globo, permitiu-me alcançar alguns dos meus sonhos. Por eles atravessei fronteiras. Por vezes as minhas fronteiras. Do meu corpo. Da minha alma. As lições de vida, ensinamentos, emoções e sentimentos daí recolhidos foram uma fascinante terapia para a minha busca incessante do Conhecimento. Com isso tudo eu hoje consigo estar mais perto de mim mesmo. A Antiguidade sempre exerceu um fascínio terrível sobre mim. Algumas civilizações antigas são para mim um verdadeiro elixir dos Deuses. O Egipto é uma delas. Todos nós sabemos tudo ou quase tudo sobre o Egipto: Cleópatra, Ramsés, pirâmides, faraós, múmias, tesouros, maldições, Tut-Ank-Amon, Ra, Amon-Ra, Horus, o Nilo, extra-terrestres (?), etc, etc… Mas isso “era dantes”. E “hoje”?

Hoje quem viaja para o Egipto já não o faz como nos tempos de Agatha Christie. Hoje as pessoas viajam desconfiadas, ansiosas, inseguras e raramente conseguem tirar prazer da própria viagem. Eu sei que por vezes intimida, a mim intimida, mas isso só faz aumentar a sede de alcançar o sonho. Às vezes tu escolhes a Viagem. Outras vezes é a Viagem que te escolhe a ti. No meu caso não fui eu que escolhi o Egipto. Ele simplesmente me escolheu….ou lá o que isso seja.

O artigo de viagens, “O Silêncio das areias” foi o meu terceiro trabalho editado na Revista Fugas, do Jornal Público, em 28 de Junho de 2013. Daí para cá escrevi mais uns quantos trabalhos sobre as minhas viagens que por sinal foram quase todos editados e que adocicaram ainda mais o meu ego.

http://fugas.publico.pt/DicasDosLeitores/322143_o-silencio-das-areias

 

Foto tirada na manhã de 2005-08-19, ao fundo o Rio Nilo visto dos jardins do Hotel Elephantine_Ilha Elephantine_Assuão_Egipto.

Foto tirada na manhã de 2005-08-19, ao fundo o Rio Nilo visto dos jardins do Hotel Elephantine_Ilha Elephantine_Assuão_Egipto.

Nesta ligação podem ler um pouco de mim, de nós, de vós e do Mundo. O meu Mundo. Nem melhor nem pior do que outros que vi por aí. Apenas o meu Mundo.

” Todas as manhãs a vida deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver”

(Clarice Lispector, escritora e jornalista, Ucrânia 1920 – Brasil 1977)

 

 

 

 

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2014-07-06       20:28

” Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

 (Mohandas Karamchand Gandhi, advogado indiano e pai da Nacionalismo Indiano, British Indian Empire 1869 – India 1948.)

Às vezes há momentos na vida que nos levam a repensar o Mundo. Às vezes, factos ou acontecimentos, aparentemente sem importância alguma, podem ser o quanto baste para alterar o rumo dos acontecimentos. Quiçá o rumo da História. Por vezes, pessoas a quem atribuímos, não raras vezes, substantivos de menoridade, são capazes de grandes feitos. E esses feitos até poderão ter a força suficiente para o Mundo dar mais um pulo em frente. Imaginem pois a dimensão da importância que teríamos se fossemos capazes de predizer o futuro. O nosso Destino. Imaginem ter a faculdade de discernir o que é relevante e o que é irrelevante para alterar a vossa história. Conseguirem capturar intelectualmente que é quem e quem é mais capaz do que. Há quem diga que o Destino não é uma questão de sorte. É uma questão de escolha. Então porque não viver das nossas decisões em vez das nossas possibilidades? Eu, pessoalmente, acredito que são as pessoas que criam o seu próprio destino.  O meu Destino primário, por exemplo, é ser feliz. Esse é o meu caminho. Amar e ser amado. Assim consigo ser Feliz.

E estar Feliz, num momento da minha vida, passou por uma, aparentemente sem importância, caminhada na Natureza. Para mim, entusiasta do estudo comportamental humano, aprendi com a Natureza que sem diversidade não existe evolução. Se não aceitarmos que temos de saber viver juntos acabaremos morrendo sozinhos. Porque a Natureza fez o Homem Feliz. E foi o Homem e só o Homem quem decidiu quem continuaria a ser feliz. Uma decisão aparentemente sem expressão, feita pelo Homem para o Homem, inócua mas capaz de transformar uma Humanidade para todo o sempre.

O artigo de viagens, “Mata Nacional dos Medos, o prazer da viagem” foi o meu quarto trabalho editado na Revista Fugas, do Jornal Público, em 23 de Agosto de 2013. Daí para cá escrevi mais uns quantos trabalhos sobre as minhas viagens que por sinal foram quase todos editados e que adocicaram ainda mais o meu ego.

http://fugas.publico.pt/DicasDosLeitores/324154_mata-nacional-dos-medos-o-prazer-da-viagem 

Manhã de 01-05-2009, Foto nº 56 do Álbum Mata dos Medos_Arriba Fóssil Costa Caparica, Portugal.

Manhã de 01-05-2009, Foto nº 56 do Álbum Mata dos Medos_Arriba Fóssil Costa Caparica, Portugal. Ao fundo a lagoa de albufeira.

Nesta ligação podem ler um pouco de mim, de nós, de vós e do Mundo. O meu Mundo. Nem melhor nem pior do que outros         que vi por aí. Apenas o meu Mundo.

 ” Se vives de acordo com as leis da Natureza, nunca serás pobre. Se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”

 (Lucius Séneca, filósofo, estadista e dramaturgo romano, Córdoba 4 A.C. – Roma 65)

 

 

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2 comentários

2 thoughts on “CIDADÃO DO MUNDO

  1. Carlos Rocha

    Continua Zé, que vais bem. Abraço.

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    • Forte abraço, dos areais da Caparica, para ti Rocha.
      Cumprimentos à família. Que tudo te corra bem e que voltes depressa. Aqui em Portugal as pessoas cometam que a situação política da Venezuela está a ficar insustentável. Na América Latina isso não é bom sinal…..mas aqui também não está melhor., Forte abraço.

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