ESPÓLIO

1.     25 De Fevereiro de 2014, 19h11m.

Espólio é sobre mim. Aquilo que, entre outras coisas, o meu coração deixa em legado aos vindouros. Apesar de acreditar que a distância que nos separa fisicamente ser um fator dissuasor de trocarmos fisicamente um beijo ou um abraço, acredito que essa mesma distância nunca será capaz de separar os nossos sentimentos. E é também disso que nos alimentamos. De sentimentos.

“Se você vir algo de bom em mim,  lembre-se que isso não está em mim, mas em si…”
(Siddhartha Gautama-Buddha, 563 a.C. – 483 a.C., fundador do Budismo)

 TEMPO

Muitos de nós inúmeras vezes colocamos sempre a questão do tempo em cima da mesa para podermos quantificar a nossa longevidade e por conseguinte a longevidade dos outros. Mas o que é o tempo? Daquilo que pouco ou nada sei, acerca da aferição dimensional de tempo, ele pode ser medido/quantificado linearmente como nós o conhecemos. Ou ciclicamente como os mayas faziam e poucos de nós tem conhecimento.

Para a antiga civilização maya O TEMPO que vai, é o TEMPO que ainda há-de voltar. Esquisito não é?

Imaginem o seguinte:  Tomem por referência um calendário de medição temporal que conheçam e pensem qual seria a vossa idade se não soubessem quantos anos vocês tinham? Esquisito não é?

Para mim o tempo é aquilo que faço com ele. Para outros é a única esperança de quem já perdeu a vontade de sonhar. Umas vezes à frente, ou vezes outras atrás, raramente consigo estar no tempo certo.  Porque o que é o tempo certo?  O tempo, pelo menos para mim, é como os nossos sentimentos: não os conseguimos dominar.  Se alguém os consegue dominar que me ensine como o conseguiu. Pensem, porque pensar é muito importante. Não esperem pelo tempo certo para viver pois o tempo certo não existe. O futuro é hoje. Linear ou ciclicamente o tempo que foi poderá voltar ou não. Por isso viva. Sem medo de amar, chorar, rir, perder, ganhar, de cair, de levantar. Viva. Pois só vivendo você saberá se o tempo que viveu foi o tempo certo.

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
(Óscar Wilde, 1854-1900, escritor irlandês)   

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2.     28 De Fevereiro de 2014, 22h11m.

LAR DOCE LAR

“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar.”
(Provérbio chinês.)

O livro “ A Arte da Guerra” de Sun Tzu foi talvez o que de melhor li sobre o ADN do povo chinês. Clássico do pensamento estratégico,  A ARTE DA GUERRA, inspirou políticos, militares, desportistas, empresários, e sobretudo gente anónima como eu, desde tempos imemoriais até aos dias de hoje. Quem o leu sabe do que estou a falar. Quem não o leu muito provavelmente opinará que se trata de mais um livro de guerra como muitos outros que por aí proliferam. Outros ainda mais radicais dizem que a sua leitura inspira os belicistas a serem ainda mais belicistas e tiranos a serem autênticos genocidas. Se calhar uns e outros têm razão. Como tudo na vida os meios não podem justificar os fins. Penso que não estou muito longe da verdade afirmar que o conceito de bom e o conceito de mau não passam disso mesmo: conceitos. E afinal de contas os meios para atingir os fins podem ser os mesmos para resultados diferentes. Dependo do uso que fizermos dos meios. Uns fazem-no em benefício do todo, da comunidade. Outros em benefício do seu próprio ego. O proverbio chinês,  acima transcrito por mim, também foi proferido por Sun Tzu. Dificilmente se vê nele algo de belicista. Ou pelo contrário? Será ele uma faca de dois gumes? Será que cem homens não poderão também eles por si só fazer um lar? Ou cem, ou duas mulheres, também não poderão elas por si só fazer um lar? Será que o conceito de lar só se aplica quando há diferenciação do sexo dos elementos que constituem o lar?

Só vos posso responder baseado no meu caso. Um lar é um local onde amamos e nos sentimos amados. Isso é o meu conceito de lar. E o meu lar é em minha casa. Onde amo e sou amado. E isso, garanto-vos, nada tem a ver com qualquer outro tipo de diferenciação. Ou terá?

Pensem nisso. Pensar é muito importante. E se de repente todos nós pudéssemos chamar ao planeta Terra o nosso lar?  Um local onde amamos e somos amados. Porque lar / Planeta Terra há só um. Vamos destruí-lo? Love you all.

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