O MUNDO É A MINHA RUA

O MUNDO É A MINHA RUA.

Gosto de pensar que o Mundo é a minha rua. Por isso vou escrever uma página dedicada a todos aqueles que viajam e fazem questão de viajar pelo Mundo, com uma série de ensinamentos, concelhos e lições de vida, que eu adquiri por mim próprio e através de terceiros, vividos em todas as minhas/nossas viagens que fizemos pelo Mundo. Será uma maneira humilde e singela de transmitir a todos vós uma série de ensinamentos adquiridos pela experiência das nossas viagens, de modo a que possam ter o máximo de Felicidade ao andarem pela minha Rua. Alguns destes avisos li eu em diversos órgão de comunicação social, outros ouvi da boca para fora dos nossos guias, outros ainda aprendi através de companheiros de estrada, e mais algum aprendi da pior maneira: por mim próprio.

Tarde de 25 de Agosto de 2006, no lago salgado de Chott El Djerid, Tunísia.

Tarde de 25 de Agosto de 2006, no lago salgado de Chott El Djerid, Tunísia.

Quero com isto dizer que não adianta criar na nossa imaginação, ou nos nossos sonhos, a viagem ou as viagens perfeitas, porque nem sempre conseguiremos nadar com o Nemo, ou saltar de liana em liana no meio da selva como o Tarzan sem cairmos ao chão. Mas podemos tentar viajar com algum conforto, segurança, e porque não de Felicidade, pelo caminho do Mundo. Porque é de Felicidade que se trata. Desde a partida, passando pelo durante e terminando na chegada, eis uma série de experiências que, se me permitem, gostaria de partilhar com todos vós, tentando com isso alimentar o Lobo Bom que há dentro de cada um de nós. Porque se viajares carregado de amor o Mundo será carregado de Amor. Um Planeta, um Povo. Façamos da Terra a nossa casa e do Mundo a nossa Rua. Pensem nisso. Irei começar o texto assim: “Gosto de pensar que o Mundo é a minha rua. Por isso vou escrever uma página dedicada a todos aqueles que viajam e fazem questão de viajar pelo Mundo, com uma série de ensinamentos, concelhos e lições de vida, que eu adquiri por mim próprio e através de terceiros, vividos em todas as minhas/nossas viagens que fizemos pelo Mundo.”

“ É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.”

(In Cadernos de Lanzarote (1994), de José Saramago, português, escritor, 1922-2010)

Sobreda, 01 de Fevereiro de 2016, 19h00m. Travel it’s what i make.

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ÍNDICE

I. EMBAIXADAS.

II. AEROPORTOS.

III. VOOS.

IV. COMUNICAÇÕES.

 

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I.                   EMBAIXADAS

Independentemente de nos deslocarmos ou não para o estrangeiro é certo é que uma larga maioria de todos nós já ouvimos falar em Missões Diplomáticas, Embaixadas, Consulados, Cônsules e Embaixadores. Mais que não seja nos filmes e séries de espionagem onde em última instância os espiões se refugiam nas Embaixadas em busca de asilo sob um solo protector de um determinado país. Mas ao certo o que são, e mais importante, qual a sua finalidade, isso é outros “quinhentos”. Eis breve informação. O que são? Vêem nos mais corriqueiros compêndios que Missão Diplomática e Embaixada hoje se confundem na denominação e finalidade. Grosso modo uma embaixada mais não é do que um espaço físico onde está localizada a representação de um determinado país no estrangeiro. É um local onde Embaixadores, Adidos, e demais funcionários da carreira diplomática, se encarregam de representar os interesses políticos, culturais e comerciais desse país no estrangeiro.

Para que servem? Para, por exemplo e de um modo geral, se obter passaportes e vistos de entrada no país que a embaixada representa. O país que a Embaixada representa é o país Acreditante e o país que recebe a Embaixada é o país Acreditador.

Tratar dos processos administrativos para a legalização dos seus cidadãos residentes no estrangeiro e, muito importante, para legalizar judicialmente processos de casamento, divórcio e de nojo. Presta apoio em processos de legalização jurídica de pessoas e bens no país da Embaixada, como os tão afamados processos de extradição.

Para quem viaja é sempre muito importante e útil sabermos onde fica um pedacinho da nossa terra no país no qual estamos de passagem. Ou mesmo num país onde nos queiramos fixar. Nunca se sabe quais os tipos de situações e dificuldades que nos esperam em viagem. E, acreditem, ouvir falar a nossa língua, para resolver situações mais delicadas em viagem, num país estrangeiro, só quem passa por elas é que lhes sabe dar o devido valor, às Embaixadas. Mitos e realidades das Embaixadas: Contrariamente ao que já ouviram as Embaixadas não são território do país Acreditante. É falso que o chão da embaixada seja território nacional do país ao qual a Embaixada pertence. As instalações das Embaixadas pertencem ao Estado Acreditador.

Tarde de 20 de Agosto de 2008, em Xcaret, na Riviera Maya, Estado de Quintana Roo, México.

Tarde de 20 de Agosto de 2008, em Xcaret, na Riviera Maya, Estado de Quintana Roo, México.

O que acontece, de facto, é que são concedidos privilégios às embaixadas ao abrigo da Convenção de Viena, de 18 de Abril de 1961, sobre Relações Diplomáticas, como é o caso da Imunidade Diplomática aos seus funcionários bem como a impossibilidade da entrada nas Embaixadas do Estado Acreditador sem autorização prévia do Estado Acreditante. Muitos conflitos diplomáticos nascem da violação destes direitos dando origem a conflitos bélicos que levam ao corte de relações diplomáticas e á imposição de sanções politico-comerciais de longa duração.

Assim sendo, meus bons amigos viajantes, aqui vos deixo o Portal das Comunidades Portuguesas, do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesas: https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/ 

Aqui encontram todos os contactos e localização de todas as nossas Embaixadas, Consulados e Missões Diplomáticas espalhadas por todo o Mundo. Porque nunca se sabe quando num país estrangeiro podemos precisar de ajuda para, por exemplo, regressarmos a casa.

P.S.: O Estado do Vaticano é o único país no Mundo no qual as suas Embaixadas e Representações Diplomáticas têm o nome de Nunciatura Apostólica.

Sobreda, 01 de Fevereiro de 2016, 19h30m. Travel it’s what i make.

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II.                   AEROPORTOS.

Hoje os aeroportos estão cada vez mais, digamos, sofisticados. A oferta comercial que o diga. O check-in, na maior parte dos casos, é feito com 2 a 3 horas de antecedência. Depois disso, regra geral, é passar pelo controlo de bagagens de mão e passaportes para finalmente nos determos na chamada porta de embarque que corresponde ao nosso voo. Isto tudo requer algum tempo e paciência. E, não raras vezes, paramos, aqui e ali, para ver uma recordação, uma lembrança, uma bebida estranha, umas porcelanas e umas joias no duty free, e porque não, peças de roupa e outras recordações que nos lembramos à última da hora de trazer no regresso para casa. E facilmente nós perdemos a noção do tempo nessas lojas apelativas que nos mostram de tudo um pouco do país de origem. Eu, pessoalmente, perco-me na compra dos ímanes para o meu frigorífico. Sim, confesso, não há pilim para mais. E, meus amigos, então se houver diferenças horárias no país de origem para o país de destino, meus amigos, isso pode ser um valente “tarantantam”.

Manhã de 16 de Agosto de 2012, Aeroporto da Portela, Lisboa, Portugal

Manhã de 16 de Agosto de 2012, Aeroporto da Portela, Lisboa, Portugal

Eu uso dois relógios. O meu telemóvel assinala a hora em Portugal Continental. O relógio de bolso assinala a hora local do país onde nos encontramos. Em voos de escala, acreditem, pode ser um problema sério. E alguns aeroportos, ainda por cima, são bué de grandes e nalguns casos até têm “catrapazes” de aviso a informar distância e o tempo médio para a percorrer entre o check-in e a porta de embarque. Quando estivemos no aeroporto de Frankfurt eram só 13 minutos a andar bem desde o balcão de entrega da bagagem de porão até à nossa porte de embarque. Com bué de lojas apelativas, sexys e atraentes a querem desviar-nos do bom caminho. Conselho: Cheguem ao aeroporto com bastante antecedência, façam o check-in, vão logo para o controlo de bagagens de mão e passaportes e só parem na porta de embarque. Aí depois podem perder algum tempo a comprar qualquer coisa de recordação. E malta, usem sempre dois relógios se possível. Num dos vossos gadgets ponham a hora de Portugal, neste caso, e noutro equipamento a hora local do vosso destino se forem “para fora”. No regresso, façam o mesmo. Pode ser útil. 

Sobreda, 29 de Junho de 2016, 10h30m. Travel it’s what i make.

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 III.                   VOOS.

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Manhã de 09 de Junho de 2016, Gate 13, Aeroporto de Lisboa, Alameda das Comunidades Portuguesas, Lisboa, Portugal.

Levantar voo. De acordo com o dicionário da Priberam voo é o ato ou efeito de voar, correspondente a um espaço percorrido no ar sem pousar, levado a cabo, por exemplo, por uma ave, ou ainda, por exemplo, a uma viagem efectuada por humanos num meio de transporte aéreo. E levantar voo é, como o próprio nome indica, começar a voar, dar início ao voo, ou ainda, por exemplo, um avião fazer a descolagem da pista. E vós, meus bons amigos viajantes, quantas e quantas vezes, em plena viagem dentro de um avião, ansiais extasiados pelas palavras mágicas do comandante do avião: – Senhores passageiros queiram apertar os cintos de segurança a fim de iniciarmos a descolagem e levantarmos voo em direcção ao vosso destino. Mas, sendo neste caso o avião um meio de transporte aéreo de passageiros por excelência,este nosso pássaro de ferro requer que antes, durante e depois do voo se observem algumas regras de segurança, bem apertadas diga-se de passagem, a fim de garantir a navegabilidade de avião e a segurança da tripulação e dos seus passageiros. Porque é isso que todos nós queremos enquanto passageiros de um avião: dure o tempo que o voo durar o que nós queremos é chegar ao nosso destino em segurança, seja esse destino qual for e dure o que durar o voo. Assim sendo vamos lá, resumidamente, explicar a vocês que vão voar pela primeira vez e também a vocês lá atrás que já têm bué de milhas aéreas no bucho, o que é isso de regras de segurança a bordo de um avião. É proibido o transporte e uso de armas brancas e armas de fogo a bordo. Uma excepção: os U. S. Marshall dos Estados Unidos que viajam a bordo dos aviões norte americanos estão autorizados a fazê-lo como forma de dissuasão de conflito a bordo. Depois de aberta a porta de embarque é respeitar a fila de passageiros de forma ordeira e educadamente. Quando entramos no avião identificamos os nossos lugares e arrumamos organizadamente a nossa bagagem de mão nos cacifos por cima dos nossos lugares. Malta: arrumem os vossos pertences o melhor que puderem, poupando espaço, porque há outros passageiros que viajam ao vosso lado que gostariam também de arrumar as suas bagagens de mão nos respectivos cacifos. Não impeçam a circulação nos corredores com pertences desnecessários de modo a evitar o limitar de movimentos.

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Tarde de 21 de Agosto de 2006, embarque a bordo do avião Airbus 300, da Tunis Air, no Aeroporto de Lisboa com destino à Tunísia.

Sentar e apertar o cinto. Ao sinal de que nos preparamos para levantar voo devemos prestar atenção, o melhor possível, às instruções de segurança facultadas pela tripulação e pelos folhetos disponíveis. Ter em atenção que regra geral as instruções são oralizadas duas vezes: no idioma da companhia aérea á qual o avião pertence e depois em inglês. Há companhias aéreas que defendem que devemos ter sempre o cinto de segurança apertado sempre que estivemos sentados porque pode surgir turbulência inesperadamente. E turbulência, seja ela qual for, é tudo aquilo que lá em cima nós detestamos e não queremos sentir. Acreditem. Cruzámos oceanos e mares sem um pingo de turbulência e de repente, por dá cá aquela palha, a 10 minutos de aterrar é o cabo das tormentas com a turbulência. Consoante a duração do voo nós ocupamos o nosso tempo de várias maneiras. Todas elas diferentes. Afinal de contas somos todos diferentes uns dos outros. Leio jornais e livros. Costumam ser gratuitos a bordo. Ou costumavam. Ou dependia das companhias aéreas. Oiço música. Escrevo no Diário da Viagem. Falamos. Dormimos. Por falar em dormir: não consigo dormir lá em cima. É sempre uma direta. Depois é que são elas com o jet-lag. Um dia destes falamos sobre isto do jet-lag. Ah! É verdade. Gentileza da companhia aérea é-nos oferecido visionar filmes a bordo. Mas a pior coisa que me podem dar a bordo para ver, e ouvir, é filmes “doblados”. Ver o Brad Pitt “hablando con nosotros”….Não está com nada. Depois, mal vocês dão pela coisa, é servida a típica refeição a bordo durante o voo. E, consoante as características a durabilidade do voo é-nos servido o pequeno-almoço, o almoço, o lanche, o jantar ou até mesmo a ceia. Depende do tipo de voo bem como o fuso horário em que o mesmo é feito. Hoje, por exemplo, ainda recordamos, com um sorriso de orelha a orelha, o franguinho assado no forno acompanhado com batatinhas e legumes, regado com um “branco” frio, servido já para lá da meia-noite pela Air Malta ao sobrevoarmos a Argélia com direção a Lisboa, no longínquo ano de 2003. E das refeições a bordo um dia falaremos noutro tópico dos voos. Finalizando, há companhias aéreas, sobretudo as pertencentes a países muçulmanos, em que é expressamente proibido o consumo de álcool e de carne de porco a bordo. O não acarretar destas limitações pode, acreditem, dar-vos muitos dissabores desnecessários. É proibido fumar a bordo em todos os aviões de todas as companhias aéreas. Se vos disserem que podem fumar a bordo, é mentira. Não podem. Também é típico nos voos “apetecer-nos” ir á casa de banho. Como se ir á casa de banho, fazer um xixi ou um cocó, fosse uma coisa de apetites. Preparem-se se é a primeira vez que voam. Primeiro: se é cliente assíduo das casas de banho escolha lugares ao pé de uma. Andar no avião para trás e para a frente “aflitinho” á procura da casa de banho é algo que não desejo a ninguém.

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Tarde de 14-08-2003, Voando algures sobre o Atlântico, Voo Lisboa Porto Seguro, Bahia, Brasil.

Os melhores lugares num avião serão outro assunto a abordar num futuro próximo. Depois, tcham, tcham, a casa de banho é um cubículo com um metro largura por dois de altura. Sanita. Lavatório. Espelho. Mais nada. E, sim, costuma ter papel higiénico e lenços de papel em quantidades abundantes. Já o sabão líquido são outros 500. É obrigatório fechar a porta por dentro. É, sim senhor. Não podem utilizar ou ir á casa de banho em caso de turbulência. Ninguém pode levantar o rabo do assento em caso de turbulência. Só a tripulação é só em ocasiões especiais. Por fim, durante o voo o ambiente é diferente daquele a que somos submetidos na superfície terrestre, dado que com a altitude há uma descida da pressão atmosférica. No entanto, dentro das cabines dos aviões comerciais, a pressão atmosférica é correspondente a cerca de 2000 metros de altitude, á qual o organismo saudável se adapta. Não entrem em pânico nem desestabilizem os outros passageiros se sentirem um zumbido nos ouvidos ou se deixarem de ouvir parcialmente nalgum caso. Mascar uma pastilha elástica, sem açúcar, é recomendável e o ouvido volta logo ao lugar. E por agora é tudo. Mais adiante falaremos mais pormenorizadamente sobre outros temas que ocorrem durante um voo. Agora, apertem novamente os cintos para procedermos à aterragem em segurança e este “comandante” deseja-vos uma boa estadia no vosso local de destino.

Sobreda, 25 de Setembro de 2016, 09h30m. Travel it’s what i make.

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 IV.                   COMUNICAÇÕES.

 

Telefonar é, hoje em dia, das acções tecnológicas mais corriqueiras e simples que todos nós fazemos, diga-mos assim, ao longo da nossa vida. Em viagem, por exemplo, telefonar é daquelas coisas banais que todos nós fazemos em primeiro lugar assim que chegamos a um determinado destino. Seja no nosso próprio país ou no estrangeiro. Para dizer aos familiares que chegámos bem, sãos e salvos, ao destino da nossa viagem. Ou para contactar diariamente quem quer que seja para darmos uma determinada informação, relevante ou não, ou para sabermos notícias da família ou da lusa pátria que deixámos para trás lá em casa. Em Portugal, se for na nossa zona de residência, uma chamada telefónica, através de um telefone fixo ou de um telefone móvel, faz-se sem problemas de maior. Nove dígitos no teclado do telefone e, se atenderem á primeira do lado de lá, em segundos faz-se a conversa de comadres. Mas e se a coisa tiver de ser feita longe de casa e fora da nossa zona de conforto? Bem, aí, convém que os nossos amigos viajantes tenham de antemão conhecimento de alguns procedimentos a ter em conta para poderem contactar quem que seja com relativa facilidade. Eis alguma informação recolhida por mim ao longo de algumas viagens.

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Tarde de 09-06-2016, Frankfurt Hauptbahnhof. Frankfurt am Main, Hesse, Alemanha.

Portugal. No tempo da outra senhora todos os números de telefone tinham, antes do número propriamente dito, um indicativo que reflectia a localização geográfica do número de telefone. No início, com os TLP, se do Porto quiséssemos telefonar para Lisboa tínhamos de marcar 01 antes do número para efectuar a dita ligação. De Lisboa para o Porto o indicativo era o 02. Com a liberalização do mercado das comunicações apareceram novas operadoras, os TLP deram origem á PT e o 01 deu, por exemplo, lugar ao indicativo 21 mais sete dígitos de número de telefone de pessoa ou entidade. Com o avanço tecnológico das telecomunicações e a liberalização do mercado apareceram mais empresas a fornecerem este tipo de serviços dando origem, também, ao conceito de portabilidade dos números. Hoje já não é garantido que os primeiros três dígitos, dos nove que compõem um número de telefone, indiquem a região a que pertence o assinante da empresa prestadora de serviços de voz. Assim sendo, conforme a região do país em que se encontrem, conforme a operadora fornecedora dos vossos serviços de telefone, fixo ou móvel e caso necessitem deixo-vos aqui nesta ligação á internet os indicativos nacional de voz para Portugal Continental e Ilhas.

http://telefone.fikaki.com/prefixos-nacionais/

Contudo, aos dias em que lavro esta crónica, já não é necessário saber o indicativo nacional: o vosso número de telefone fixo, ou móvel, é composto por nove dígitos. Nos três primeiros dessa série de nove já está indicado a região e o operador de serviços. Estrangeiro. Lá fora a coisa pia um pouco mais fino. Têm de saber o código de acesso internacional, que é sempre o 00 (zero, zero), seguindo do código internacional do país para onde pretendem efetuar a vossa chamada. Por exemplo, para Portugal marca-se o código de acesso internacional (00), seguido do código do país (351) e do número de telefone pretendido. Exemplo: 00 351 123 456 789, tudo seguido e sem espaços. Aqui, no site da ANACOM, Autoridade Nacional de Comunicações, está tudo explicado bem mais detalhadamente.

https://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=918143

Para saberem o indicativo internacional de cada país, bem como os procedimentos a ter em linha de conta, para efectuar chamadas telefónicas do estrangeiro para Portugal, deixo-vos aqui esta ligação à Internet com uma vasta base de dados e informações.

www.indicativo-do-pais.info/

Ter em atenção algumas excepções à regra. Por exemplo: aquando da nossa viagem ao Brasil, por terras de Vera Cruz em 2003, em vez do 00 tínhamos de marcar primeiro o sinal + seguido do indicativo do país e do número de telefone para o qual queríamos efectuar a chamada. Ex: + 351 123 456 789. Antes de partirem vejam previamente como devem telefonar para a vossa casa em Portugal.

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Manhã de 22 de Agosto de 2006, Medina de Tunis, Tunis, Tunisia.

Informação pessoal: todos os meus contactos telefónicos do meu telemóvel já têm inserido os códigos 00 351. Em Portugal efectuo chamadas telefónicas sem entraves. No estrangeiro não se perde tempo a escrever o número de telefone num papel e voltar a marcá-lo depois no telemóvel. Roaming. Esta palavra é do conhecimento geral de muitos de vocês mas ainda desconhecido para os candidatos a viajantes. Lá fora, no estrangeiro, temos de ter o serviço de Roaming ativado para o nosso telemóvel junto da nossa operadora de serviços a que o número está ligado. Para telefonar para casa num telefone fixo, de um hotel ou de uma cabine pública, (raras hoje em dia) a coisa até corre mais ou menos. O pior é quando queremos efectuar a chamada através do nosso telemóvel. O Roaming é a capacidade tecnológica de um utilizador de telemóvel de rede sem fios obter conectividade com outras redes diferentes, em zonas geográficas diferentes do globo terrestre onde o mesmo está registado. É também um processo conhecido como handoff, que é responsável por transferir o usuário de uma rede para outra em países diferentes. Antes de viajar para o estrangeiro consulte previamente a sua operadora de telecomunicações e certifique-se que o Roaming do seu telemóvel é activado antes de embarcar. Esta operação é mais chata de fazer depois de embarcar. Muito mais chata.

Deixo-vos com a localização do um endereço electronico na internet contendo informação sobre o Roaming. As condições e tarifários de custo não são iguais para todos os países. O tarifário também varia de operadora para operadora de telecomunicações.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Roaming

Conselho. Existem restrições no estrangeiro a alguns modelos de telemóveis. Contactem previamente a vossa operadora para saberem se o vosso telemóvel está “dentro da lei”. Para telefonarem para Portugal, utilizando a rede fixa, é mais económico telefonar do próprio hotel. Cabines públicas com moedas ou cartões magnéticos também são mais em conta do que o telemóvel.

Sobreda, 02 de Fevereiro de 2017, 21h05m. Travel it’s what i make.

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